sábado, 18 de julho de 2015

Conversation I

I’m someone who’s mostly dead inside but still has a little hope for something extraordinary, which, as I said, is the...
Posted by berlin-artparasites on Saturday, 18 July 2015


Pensando nisso hoje, na falta de alegria dos últimos dias. falta de vontade, sentimento de desconexão geral.
Aquela fase em que nada dá prazer, e a preguiça de viver é bem real, não apenas preguiça de sair da cama quentinha.
Sei que estou nessa fase quando a companhia dos amigos não é tão feliz mais.

Não há palavras para descrever esses momentos, apenas sons.
E o som é 'blergh'

domingo, 12 de julho de 2015

Ansiedade

A ansiedade é tipo um monstro muito esquisito. Quanto mais ele cresce, mais ele entope das veias de energia da sua vida, que, por sua vez, fazem ele crescer mais.

Sair da ansiedade é tipo sair de um ciclo vicioso de profecias auto realizadoras.

Sim, você consegue terminar aquele trabalho.
Sim, você vai conseguir estudar suficiente.
Sim, o dinheiro vai dar esse mês.
Sim, sim, sim.

Tentar fazer a energia fluir essa semana.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Um silêncio em três partes

Esse é o nome do primeiro capítulo do livro "O nome do vento" que acabei de terminar de ler.
É também o nome de outros 3 capítulos nesse mesmo livro, enfatizando o silêncio que paira ao redor do personagem principal.

Arte da capa


Kvothe em um momento íntimo com sua música


A primeira coisa que eu quero falar sobre esse livro é que ele é lindo. Ponto. Desda arte na capa, à maneira como os capítulos são nomeados, à maneira como as coisas são descritas e até à belíssima tradução pela Editora Arqueiro. Tudo faz esse livro ser uma obra de arte, algo precioso e belo. Se um dia eu escrever um livro, quero que ele seja algo parecido com esse.

O livro conta a história de um bardo, um músico que também sabe lutar e realizar magias, e a história passada é contada por ele mesmo, enquanto que vemos as coisas do presente sendo apresentadas em terceira pessoa. O nome do bardo é Kvothe, e nomes são coisas importantes nesse livro. A história mostra várias partes da infância e começo da juventude de Kvothe, com o objetivo de contar a verdade e mostrar porque ele se tornou quem é no final: Um herói, uma lenda, um vilão, um assassino, um mago e um amante. Todas essas coisas foi e são Kvothe.

A maneira como ele vê a Denna, a maneira como Denna vê ele, os diálogos com Auri (São as minhas partes favoritas desse livro), a maneira como magia funciona no mundo dele, o nome das coisas... A questão dos nomes não foi amplamente discutida, mas é obvio que eles possuem muito poder nesse mundo, vemos como pessoas e coisas mudam constantemente de nomes (Denna e o vento), e como no final Kvothe está preso no silêncio, não fala nomes, não os descobre mais. É uma coisa incrível.

Kvothe e Auri, os melhores diálogos desse livro acontecem entre os dois
É difícil descrever-lo, pois qualquer coisa que penso em escrever me parece insuficiente sobre a histórias, os personagens, o lirismo do livro todo. Eu simplesmente recomendo que leiam.

É o tipo de livro que no começo você anota as frases legais, depois começa a tirar fotos de parágrafos inteiros, com analogias lindíssimas e, por fim, se resigna do fato que você VAI ter que reler esse livro, pois simplesmente tem coisas boas demais para serem absorvidas em uma única leitura. Esse é o tipo de livro que ele é.

Estou ansiosa para começar a ler o segundo livro e o terceiro, talvez algumas coisas fiquem mais claras ou mudem, mas tenho certeza que a beleza será a mesma. Obrigada a editora Arqueiro por publicar esse livro tão belo aqui,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Alcatéia - Prateada

 Compre na Amazon

Há muitos e muitos anos atrás, num evento de anime aqui de brasília, o Kodama, eu participei de um workshop sobre como fazer roteiros para quadrinhos, workshop ministrado pela Eddie Van Feu.
Antes de fazer o workshop eu já tinha adquirido o primeiro volume do mangá da Eddie, chamado Alcateia. Era uma história muito bonita, sobre homens que se tornavam lobos, e sobre um menino mestiço, filho de uma humana com um desses homens-lobo, que sofria todo tipo de preconceito e injustiça por simplesmente ser quem ele era.

Na época e acredito que hoje ainda também, fazer e publicar quadrinhos era caro. Eu lia Holy Avenger e um eventual Kombo Rangers, também comprava fanzines e li Ethora depois (Que tinha um traço lindo de morrer da Erica Horita). Por ser tão caro alcateia eventualmente parou de ser publicada, mas eu sempre mantive aquela história na mente, pensando o que ia acontecer com Philippe? Ele ia se transformar em um lobo e ganhar respeito e admiração dos outros lobos?
E nunca me esqueci do workshop também, Minha produção literária é quase nula. Tenho alguns textos bem crus de ideias que tive, mas sempre tive blogs. O motivo pela qual não me esqueci do workshop foi porque a Eddie era encantadora. Muito gentil e simpática. Eu li um tempo depois (ou foi antes?) o livro dela, O portal e amei.

Com os anos me afastei um pouco dos eventos de anime, ainda vendo um aqui e ali, e acompanhando produção nacional de quadrinhos e mangás, mas nada muito sério.
Quando esse ano tive a ideia de procurar a Eddie no twitter e lá estava ela.
Ai pensei "vai ver ela terminou de publicar Alcateia e eu nem sei!"
Procurei no site do linhas tortas e achei. Um livro.
Bom os suficiente para mim, não importa a mídia, só queria saber o resto da história de Philippe e Prateada.

Terminei agora o primeiro livro e fiquei encantada. A narrativa é muito gostosa, pela atenção que a Eddie dá a alguns detalhes, e o mundo fantasioso é quase como se fosse real (Será que não é mesmo?).
A atitude sempre positiva de Philippe o torna extremamente carismático e a lealdade e força de sua loba, Prateada, me fizeram amar a personagem. É legal ver que numa cidade em que a maioria das pessoas não podem ser consideradas boas, existem chamas de esperança de justiça e igualdade, como o capitão Diderot.
É uma história gostosinha que vale a pena.

Irei começar a ler o segundo livro hoje, pois esse primeiro termina com uma possível ameaça no ar.

Ah sim, não dá pra deixar de falar, também, do Livro Queimado da Bruxa de Gevaudan, que cita a história de Alcateia e no fim me deixou na dúvida se era um livro de verdade ou ficção. Gostei muito dos encantamentos e das lições que haviam nesse extra.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Desafio Whole30 - Começando



Olá gente!

Ontem eu fiz um processo praticamente de imersão no livro "It starts with food" escrito por Dallas e Melissa Hartwig.

O livro descreve um desafio de 30 dias para se comer uma dieta Paleolítica, falando sobre toda a ciência por trás das escolhas da Paleo e como o excesso de carboidratos de alimentos processados e açucares fazem nosso corpo ficar doente.

A dieta (e aqui uso dieta no sentido de alimentação, não no sentido senso-comum de: perca 4kgs em 10 dias!) consiste basicamente em tirar TODOS laticínios, toda comida processada, todos os c grãos (inclusive arroz), leguminosas (Feijão, lentilha, soja, entre outros) e óleos processados de sementes (Canola, Soja, linhaça, etc)

"Arre Maria mainha! Que que tu vai comer então?"

Simples: Carnes, peixes, ovos, todo o resto dos legumes, frutas e gorduras.

Sim meu caro assinante da boa forma, gorduras (Animal, óleo de coco, azeite de oliva)

Nós somos enganados em pensar que as gorduras fazem mal. Mas anos depois da recomendação pelos médicos que as pessoas comam menos gordura, as doenças associadas à obesidade, e ela em si, só tem aumentado. Por quê? Isso porque o que realmente nos faz mal é comer carboidratos processados. Aquele colesterol alto que aparece no seu exame de sangue não vem da quantidade de colesterol que você ingere, mas sim do excesso de açucares (E carboidratos viram açúcar dentro do nosso corpitcho) que o corpo não consegue armazenar, e acaba transformando em gordura.


Toda a explicação fisiológica de como o excesso de açucares feram com nosso corpo está no livro que falei, eu super recomendo, mas também existem outras fontes sobre paleo na net, vou citar algumas no fim do texto ok?

Enfim, voltando um pouco para mim, por que diabos resolvi fazer isso?

Eu já fiz uma dieta super restritiva uma vez na vida e foi a única vez que eu realmente me senti bem fazendo dieta. Ela não era tão restritiva quanto a Whole30, pois ainda comia barras de proteínas (que possuem whey, uma proteína do leite), cookies sem glúten e arroz. De fato, olhando para trás, barra de proteína e os cookies eram os itens que ainda assim, as vezes, na dieta, eu dava umas exageradas e comia demais. Eles meio que satisfaziam minhas vontades loucas por açucares.

Foi difícil fazer essa mudança alimentar naquela época? Not really.

Eu emagreci um monte, mas não era a parte mais importante. Eu não contava calorias, e as pessoas sempre perguntavam "mas você pode comer tudo isso de carne?" Hell yeah.

Enfim, chegou uma época em que o trabalho estava demais e acabei me voltando para uma alimentação mais prática, porque não era nada prática essa dieta, isso é um dos pontos ruins, e acabei abandonando.

Recentemente, devido a stress da vida, eu andei passando do limite com algumas coisas. "Nossa, quantos quilos você engordou?" Sei lá, foda-se. Eu não tenho o costume de me pesar, mas sei muito bem sentir que que o corpo me fala e isso é o que tenho ouvido:

*Tenho sentido dor nas juntas dos dedos da mão esquerda, e eu sou destra. Já fiz exames e o médico só me receitou anti-inflamatório. Já fazem mais de 3 meses que eu ainda tenho essas dores.
*O sono tem estado meio perturbado, passei meses acordando todos os dias as 4 da manhã sem nenhum bom motivo. Mesmo nos dias em que faço exercícios.
*Eu sempre tive hipoglicemia se não como de 3 em 3 horas, o que é um saco, mas esses dias tive um dos piores casos da minha vida. Achei que ia morrer aqui e só iam achar meu corpo uma semana depois sendo devorado pelos meus cachorros.
*Também tenho me sentido inchada.

Isso tudo eu sei por que está acontecendo: Tenho exagerado nos chocolates, nas pizzas e nos industrializados. Chocolate é minha comida do conforto. Qualquer alteração no humor me faz pensar imediatamente nele.

Então, enfim, resolvi prestar um pouco mais de atenção e tomar mais cuidado com o que ando comendo.

Então hoje é o primeiro dia, apesar de eu não ter feito as compras ainda, tenho ovos e legumes aqui para tomar café e hoje mais tarde vou à caça.

Então começo hoje o desafio, estou com 106kgs e só vou me pesar no final (Isso é uma das regras). Eu não sou nutri nem expert em Paleo, estarei apenas compartilhando minha jornada nessa experiência :)

Então é isso pessoal! Qualquer dúvida podem perguntar ali a baixo :)

Ps: Meu maior sofrimento foi jogar fora meu tempero para aves e peixes, que contem glutamato monossódico :~~

Links:
Whole30: www.whole30.com
Guia para iniciantes sobre Paleo: http://www.nerdfitness.com/blog/2010/10/04/the-beginners-guide-to-the-paleo-diet/
Robb Wolf: http://robbwolf.com/ (Que também tem livros sobre Paleo, mas que eu nunca li :))
http://thepaleodiet.com/
Receitinhas Paleo http://nomnompaleo.com/
Blog da Laurellie, boas infos sobre Paleo em portuguêshttp://laurellie.com.br/category/paleo-2/





domingo, 12 de outubro de 2014

Korra e analogias com a vida

Ok, eu preciso muito comentar o episódio de Korra dessa semana! Então fiquem avisados dos spoilers!

O episódio 2 da quarta temporada de A Lenda De Korra, mostra todo o caminho de recuperação da Korra até o presente momento, depois de ter sofrido o trauma com o veneno do Zaheer.

No episódio mostra como a Korra ficou com uma espécie de Stress pós traumático e em um certo ponto ela começa a ver "outra" versão dela, a Korra no estado Avatar. Como ela ainda está em recuperação, essa "miragem" que ela vê, que representa algo que ela já foi e perdeu de si, aparece sempre a desafiando e a deixa muito perturbada.


Korra-estado-Avatar

É engraçado pensar em imagens assim, e a analogia com situações da vida não me faltaram nesse episódio, pois teoricamente é algo que tá dentro da sua cabeça. Mas não deixa de ser real, e me lembrou de imediato uma frase que li em Harry Potter e as relíquias da morte: "Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?” (Algo como "É claro que está acontecendo dentro de sua cabeça Harry, mas porque isso significaria que não é real?").

A imagem da Korra-estado-avatar influencia as ações e os sentimentos dela, por mais que não seja fisicamente real, sua realidade se materializa nas ações que a Korra faz por causa dela. É bem legal pensar nisso e lembrar de contextos de doenças mentais: Também não são fisicamente reais, mas como afetam a pessoa de forma extramente significativa, existe e se fazem reais por causa disso.

Também é uma analogia muito legal para pessoas que perderam algo de si durante a vida, e procuram essa parte de volta.

Esperando agora ansiosamente pelos próximos episódios, ainda mais que a Toph apareceu e certeza que vai ser uma personagem no estilo mestre Yoga pra Korra.

Quem nunca assistiu, eu super recomendo: Avatar: A Lenda de Aang e A lenda de Korra.
Ambas as animações são histórias lindas sobre coragem, amizade, amor, perseverança e muitos outros temas, com personagens ricos e completos, histórias sobre as tristezas e alegrias de ser heróis (E com muitas personagens femininas, ainda por cima, que chutam a bunda de geral, de forma épica).
Vale a pena assistir :)